Depressão

A depressão é um transtorno de humor caracterizado por tristeza excessiva ou falta de interesse por atividades antes prazerosas, diminuição de energia, lentidão do pensamento, insônia, desesperança em relação ao futuro, baixa autoestima, pensamentos pessimistas, associados a ganho ou perda de peso e sintomas físicos.

É estimado que 15,1 a 16,8% da população apresente ao menos um episódio depressivo durante a vida. As mulheres são 2 a 3 vezes mais acometidas pelo transtorno.

A depressão tem curso recorrente e pode se tornar uma doença crônica. Após o segundo episódio depressivo, é preconizado o uso de antidepressivo de forma ininterrupta. É uma doença potencialmente letal e é fundamental ser tratada para a prevenção do suicídio, estimado em 15% dos pacientes. Atualmente, o suicídio do ator Robin Williams provocou o surgimento de questionamentos em relação à depressão e à necessidade de se fazer uma política de saúde pública voltada para a conscientização da população sobre o assunto.

O surgimento de sintomas depressivos está associado a fatores biológicos, psicológicos, ambientais e genéticos. Atualmente, acredita-se que a interação entre esses fatores desencadeie o episódio depressivo.

O tratamento da depressão pode ser realizado através da associação da terapia farmacológica com psicoterapia e atividade física regular. Os medicamentos antidepressivos têm como objetivo sensibilizar os neurônios e aumentar a disponibilidade dos neurotransmissores serotonina, noradrenalina e dopamina no Sistema Nervoso Central. Eles podem ser da classe dos inibidores da recaptação de serotonina (fluoxetina, sertralina, escitalopram, citalopram, fluvoxamina, paroxetina), tricíclicos (imipramina, clomipramina, nortriptilina, amitriptilina), inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (venlafaxina, desvenlafaxina e duloxetina), inibidor seletivo da receptação de dopamina (bupropiona), antagonistas dos receptores alfa-2 (mirtazapina), entre outros.

Portanto, a depressão pode desencadear uma incapacidade parcial ou total na realização de atividades profissionais, pessoais e de lazer. A doença evolui para a cronicidade em 20% dos casos e pode levar ao suicídio. Devido a isso, torna-se necessário o diagnóstico precoce do Transtorno Depressivo para que seja introduzida a terapia medicamentosa.

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